
- No Brasil, a cena política parece se repetir a cada eleição: políticos de todas as partes do país se lançam em campanhas frenéticas, cheias de promessas, sorrisos e discursos emocionados. Muitos dizem querer “mudar o país”, “trabalhar pelo povo” ou “construir um futuro melhor”. Mas, na prática, a realidade por trás dessa corrida eleitoral é bem diferente — e muito mais sombria.A verdade é que a maioria desses políticos não luta para conquistar um cargo por causa do salário oficial, que, embora alto para os padrões brasileiros, é irrisório diante do que se pode obter por fora, através de esquemas, propinas e contratos públicos manipulados. Ser eleito no Brasil é, para muitos, uma porta de entrada para o poder e para a fortuna ilícita.O mandato como negócioEstar em um cargo público importante — seja como vereador, prefeito, deputado ou senador — significa ter acesso direto a decisões que movimentam milhões ou bilhões de reais. Obras públicas, licitações, compras governamentais e concessões são verdadeiros tesouros para quem sabe manipular o sistema.
Muitos políticos não entram na política para servir ao povo, mas sim para fazer parte de uma engrenagem lucrativa: a do superfaturamento, dos contratos combinados e dos acordos escusos com empresários “amigos”.Essas relações são construídas com empresas que vivem de contratos públicos, que ganham licitações “viciadas” e, em troca, devolvem parte do dinheiro em forma de “comissão” — um termo que, na prática, significa propina.O poder como blindagemOutro motivo que atrai tantos candidatos é a imunidade política. Ter um mandato significa proteção contra investigações, influência sobre órgãos fiscalizadores e acesso a informações privilegiadas.
No Brasil, ser político é quase como ter um escudo contra a justiça, o que torna o cargo ainda mais valioso para quem quer enriquecer sem ser incomodado.O povo como massa de manobraDurante as campanhas, o discurso muda. O eleitor é tratado como prioridade, mas apenas enquanto o voto vale algo. Passada a eleição, o povo volta a ser ignorado. As promessas de melhoria somem, e o verdadeiro objetivo — ganhar dinheiro, poder e influência — entra em ação.Enquanto isso, a população continua enfrentando serviços públicos precários, corrupção endêmica e falta de transparência, sem perceber que o sistema político foi construído justamente para manter os mesmos no poder.O ciclo que nunca acabaA cada nova eleição, os mesmos rostos (ou seus herdeiros políticos) voltam a disputar cargos, sempre com campanhas milionárias, financiadas por grupos de interesse que esperam retorno.
O Brasil vive um ciclo viciado, em que a política deixou de ser um instrumento de transformação social para se tornar um grande balcão de negócios.ConclusãoSer político no Brasil, para muitos, não é vocação, é investimento. O verdadeiro prêmio não está no salário, mas nas oportunidades de enriquecimento ilícito que o cargo oferece.
Enquanto o eleitor não compreender isso e continuar votando sem consciência, os mesmos continuarão se elegendo, fingindo servir ao povo enquanto servem a si mesmos e aos seus aliados. - RaimundoDe:raimundo_limasp@yahoo.com.brPara:Raimundo Limaqua., 29 de out. às 20:17No Brasil, a cena política parece se repetir a cada eleição: políticos de todas as partes do país se lançam em campanhas frenéticas, cheias de promessas, sorrisos e discursos emocionados. Muitos dizem querer “mudar o país”, “trabalhar pelo povo” ou “construir um futuro melhor”. Mas, na prática, a realidade por trás dessa corrida eleitoral é bem diferente — e muito mais sombria.A verdade é que a maioria desses políticos não luta para conquistar um cargo por causa do salário oficial, que, embora alto para os padrões brasileiros, é irrisório diante do que se pode obter por fora, através de esquemas, propinas e contratos públicos manipulados. Ser eleito no Brasil é, para muitos, uma porta de entrada para o poder e para a fortuna ilícita.O mandato como negócioEstar em um cargo público importante — seja como vereador, prefeito, deputado ou senador — significa ter acesso direto a decisões que movimentam milhões ou bilhões de reais. Obras públicas, licitações, compras governamentais e concessões são verdadeiros tesouros para quem sabe manipular o sistema.
Muitos políticos não entram na política para servir ao povo, mas sim para fazer parte de uma engrenagem lucrativa: a do superfaturamento, dos contratos combinados e dos acordos escusos com empresários “amigos”.Essas relações são construídas com empresas que vivem de contratos públicos, que ganham licitações “viciadas” e, em troca, devolvem parte do dinheiro em forma de “comissão” — um termo que, na prática, significa propina.O poder como blindagemOutro motivo que atrai tantos candidatos é a imunidade política. Ter um mandato significa proteção contra investigações, influência sobre órgãos fiscalizadores e acesso a informações privilegiadas.
No Brasil, ser político é quase como ter um escudo contra a justiça, o que torna o cargo ainda mais valioso para quem quer enriquecer sem ser incomodado.O povo como massa de manobraDurante as campanhas, o discurso muda. O eleitor é tratado como prioridade, mas apenas enquanto o voto vale algo. Passada a eleição, o povo volta a ser ignorado. As promessas de melhoria somem, e o verdadeiro objetivo — ganhar dinheiro, poder e influência — entra em ação.Enquanto isso, a população continua enfrentando serviços públicos precários, corrupção endêmica e falta de transparência, sem perceber que o sistema político foi construído justamente para manter os mesmos no poder.O ciclo que nunca acabaA cada nova eleição, os mesmos rostos (ou seus herdeiros políticos) voltam a disputar cargos, sempre com campanhas milionárias, financiadas por grupos de interesse que esperam retorno.
O Brasil vive um ciclo viciado, em que a política deixou de ser um instrumento de transformação social para se tornar um grande balcão de negócios.ConclusãoSer político no Brasil, para muitos, não é vocação, é investimento. O verdadeiro prêmio não está no salário, mas nas oportunidades de enriquecimento ilícito que o cargo oferece.
Enquanto o eleitor não compreender isso e continuar votando sem consciência, os mesmos continuarão se elegendo, fingindo servir ao povo enquanto servem a si mesmos e aos seus aliados.
