
O Avanço do Comando Vermelho e do PCC: Reflexo Direto da Incompetência e Corrupção dos Governos
O crescimento das facções criminosas no Brasil, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), não é obra do acaso. É consequência direta da incompetência dos governos federais e estaduais, da corrupção entranhada na política brasileira e da falta de coragem e responsabilidade das autoridades em enfrentar o problema com seriedade.
O que começou como pequenos grupos dentro dos presídios hoje se tornou uma rede nacional do crime organizado, com influência política, poder financeiro e domínio territorial em diversas regiões do país.
O Nascimento do Crime Organizado nos Presídios
As facções nasceram dentro das prisões brasileiras, locais que deveriam servir para reabilitar, mas que acabaram se tornando escolas do crime.
O PCC surgiu em São Paulo, nos anos 1990, com o discurso de “proteger os presos” e “lutar contra as injustiças do sistema”. Já o Comando Vermelho, criado no Rio de Janeiro nos anos 1970, nasceu dentro de uma penitenciária onde criminosos comuns conviviam com presos políticos — e aprenderam com eles noções de organização, disciplina e estratégia.
Mas o que era para ser combatido, o Estado deixou florescer. Em vez de controle, houve abandono e conivência. E esse abandono transformou os presídios em quartéis-generais do crime.
Celulares nas Cadeias: O Retrato da Incompetência
Nada simboliza melhor a falência do sistema prisional brasileiro do que o uso livre e constante de celulares dentro das prisões.
Apesar de o problema ser antigo e conhecido, governos federais e estaduais continuam falhando em impedir que detentos mantenham contato com o mundo externo.
De dentro das cadeias, líderes do PCC e do Comando Vermelho comandam assaltos, homicídios, sequestros e o tráfico internacional de drogas. Tudo isso graças à negligência dos governantes que, por omissão ou corrupção, não conseguem (ou não querem) cortar o sinal de celular nas prisões.
Empresas de tecnologia já oferecem soluções simples, como bloqueadores de sinal e sistemas de comunicação restrita, mas em muitos estados, os contratos nunca saem do papel.
E quando saem, são superfaturados ou abandonados por falta de “interesse político”.
Governos Fracos, Facções Fortes
As facções cresceram porque o Estado é fraco, dividido e corrupto.
Enquanto governos trocam acusações e jogam a culpa uns nos outros, o crime organizado age com planejamento e disciplina militar.
- O Comando Vermelho se expandiu do Rio para o Norte e Nordeste.
- O PCC se consolidou como uma das maiores organizações criminosas da América Latina, com ramificações no Paraguai, Bolívia e até na Europa.
- Em várias cidades, as facções cobram “impostos” da população, controlam o comércio e impõem suas próprias leis.
Tudo isso enquanto governadores e ministros da Justiça aparecem em coletivas falando em “planos de segurança” e “reforço nas fronteiras”, que raramente saem do papel.
Corrupção: O Alicerce do Crime
A corrupção política é o combustível que mantém esse sistema podre funcionando.
Muitos contratos de segurança pública envolvem milhões de reais em verbas federais e estaduais, mas pouco ou nada chega ao destino final.
Empresas fantasmas, licitações direcionadas e esquemas de propina garantem que as cadeias continuem sendo território livre para as facções.
Enquanto isso, policiais mal pagos e despreparados enfrentam criminosos cada vez mais bem armados e organizados — um verdadeiro abismo entre o poder do Estado e o poder do crime.
O Brasil Refém da Própria Omissão
Hoje, o Brasil vive uma realidade onde o Estado não manda mais em todos os territórios.
Em várias regiões, quem dita as regras são as facções. E essa realidade é fruto de anos de omissão, irresponsabilidade e falta de políticas sérias.
O governo prefere lidar com o problema “de forma política” — ou seja, com discursos vazios — do que com medidas firmes e eficazes.
Permitir que bandidos usem celulares dentro das prisões é, no mínimo, um ato de cumplicidade indireta.
É como entregar o comando das operações criminosas de bandeja para os líderes das facções.
Conclusão: Incompetência e Corrupção São os Maiores Aliados do Crime
O avanço do PCC e do Comando Vermelho não é apenas um problema de segurança pública — é o reflexo do colapso moral e institucional do país.
Governos incompetentes, autoridades omissas e uma classe política mergulhada em corrupção transformaram o Brasil em um paraíso para o crime organizado.
Enquanto a população sofre, os criminosos se fortalecem e o governo continua fingindo que “está no controle”.
Mas a verdade é dura: quem está no controle é o crime.
E isso só mudará quando o Brasil tiver governantes que tratem a segurança pública como prioridade, e não como palanque eleitoral.
